quarta-feira, 20 de abril de 2011

Quem sabe?


Recebi com surpresa no meu hotmail uma mensagem de postagem neste blog, que há mais de um ano não abro, leio, muito menos escrevo. E comecei a reler algumas coisas postadas aqui. Não é que deu saudade?

Tem uma amiga minha que outro dia me cobrou por não escrever mais, ela devia ser a única leitora assídua do blog, mas leitora que não comentava (segundo ela, não sabe como, afe!). Acho que deu uma solidão e fui ficando meio desestimulada, sei lá.

O fato é que escrever é um exercício difícil para mim, então deixar de escrever no blog foi mais fácil do que continuar.

Mas quer saber, essa onda de facebooks e twitter, tá começando a dar no saco. Essa coisa exibicionista, de tudo o que vc escreve todo mundo é "obrigado" a ler (e vice-versa), tá começando a cansar. Tô começando a me incomodar de impor meus pensamentos nada relevantes para os outros, e mais ainda de me deparar com pensamentos nada relevantes de pessoas que em alguns casos nada tem a ver em comum comigo.

Claro que sou super adepta ao facebook (muito mais seguidora do que seguida no twitter), gosto de saber o que rola, é super mais fácil se comunicar com amigos, ainda mais para uma pessoa como eu que detesta telefone, mas, ah, de repente o anonimato e a forma de expressão deste blog me interessou mais. Quem sabe volto a escrever?

domingo, 9 de agosto de 2009

A preferida do momento

Yeah, what have I got?
Nobody can take away

I got my hair, I got my head
I got my brains, I got my ears
I got my eyes, I got my nose
I got my mouth, I got my smile

I got my tongue, I got my chin
I got my neck, I got my boobs
I got my heart, I got my soul
I got my back, I got my sex

I got my arms, I got my hands
I got my fingers, Got my legs
I got my feet, I got my toes
I got my liver, Got my blood

I've got life, I've got my freedom
I've got the life

I got a headache, and toothache,
And bad times too like you.

(Ain't got no - Nina Simone)

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E a Festa da Glorinha foi até o sol raiar, como nos velhos tempos.

sábado, 30 de maio de 2009

Um brinde ao cansaço

Estive ontem no show da Cristina Buaque de Holanda e Terreiro Grande cantando Candeia.
Segundo Cristina, se dependesse da imprensa aquele seria um show secreto. Mas a casa estava lotada.
E, eu achei um privilégio estar ali por módicos R$3.
Apesar deste blog ser quase secreto, vai a dica, hoje a amanhã no teatro Nelson Rodrigues.
É Lindo!

Um brinde ao cansaço (Candeia)

Vamos brindar o cansaço
Meus amigos vamos brindar o cansaço
Este é o prêmio pra vitória do boêmio
Que bebeu de bar em bar o seu fracasso
Trago um trago pra saudade
Deixá-lo em paz
Mas o mundo lá de fora
Está sofrendo agora tanto como nós
Tentando encontrar amor
Que a minha voz não consegue cantar

Meus amigos vamos esquecer a saudade
E a tristeza que a vida nos pregou
Há um céu azul e branco de paz e amor
E esse céu é a Portela que Deus criou
Sua águia altaneira sobrevoa sua bandeira
A paz do céu também está no chão da terra
Da escola mais bela A minha querida Portela.

sábado, 23 de maio de 2009

Elvis continua o mesmo

Olha isso:
http://www.youtube.com/watch?v=q04_ClDxRsk
e isso
http://www.youtube.com/watch?v=Y00vd5HM_08

E eu continuo sendo a única pessoa que não sabe adicionar vídeos...

terça-feira, 19 de maio de 2009

Criança aprende rápido

Homem bêbado em final de churrasco resolve se apoiar no braço de uma tenda - essas de lona, cujos pés não são fixos - já que seu corpo começa a apresentar dificuldades em se manter em pé sozinho. Foi aí que tenda e o homem desmontam em câmera lenta em direção ao chão. Risos e piadas generalizadas. Outros homens tão bêbados quanto começam um ritual sem fim de sacanear o bêbado tombado, que só respondia com um sonoro “Fooooda-se!” às piadas. Importante ressaltar que não se trata de qualquer foda-se, se você não é do interior dificilmente vai saber. Um foda-se com uma sonoridade caipira, tipo aquele “Ôooopa!”, que se solta quando se encontra um caboclo na estrada de chão rumo à fazenda, saca! Era um “Foouuuda-se!” engraçado, que se repetia após cada comentário sacana.

No mesmo dia à noite, após o churrasco, criança de 8 anos, é repreendida por adulto chato, insistindo para que tome banho antes de dormir.
- Leo, vc não vai dormir sem tomar banho, hein?
- Foooouuuda-se!

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No dia seguinte, adulto pede para duas crianças, Leo (8 anos) e Mateus (9), irem ao bar comprar alguma besteira. Na volta deixou o troco para os dois, 6 reais. Uma nota de R$5 e uma moeda de R$1.
- Podem dividir o troco entre vocês, três reais para cada.
Os dois se entreolharam, tentaram distribuir a nota e a moeda ficando cada um com uma, mas logo perceberam que alguém estava em desvantagem nesta divisão, afinal era uma nota de 5 e uma moeda de 1.
Após alguns minutos tentando dividir o troco, passa moeda pra um, o outro quer a nota...até que vem a solução!
- Vamo voltar lá no bar e comprar um picolé pra cada um, Mateus!

sábado, 25 de abril de 2009

"Nos manifestamos também pelas palavras, mas as palavras ficam sempre em suspenso, à espera do ato que as confirme. O homem só existe através do ato".

José Saramago: Trecho sublinado por mim - há 9 anos atrás - do livro Inventário das Sombras, página aberta aleatoriamente.

Pessoa

Não basta abrir a janela
Para ver os campos e o rio.
Não é bastante não ser cego
Para ver as árvores e as flores.
É preciso também não ter filosofia nenhuma.
Com filosofia não há árvores: há idéias apenas.
Há só cada um de nós, como uma cave.
Há só uma janela fechada, e todo o mundo lá fora;
E um sonho do que se poderia ver se a janela se abrisse,
Que nunca é o que se vê quando se abre a janela.

Falas de civilização, e de não dever ser,
Ou de não dever ser assim.
Dizes que todos sofrem, ou a maioria de todos,
Com as coisas humanas postas desta maneira.
Dizes que se fossem diferentes, sofreriam menos
Dizes que se fossem como tu queres, seria melhor.
Escuto sem te ouvir.
Para que te quereria eu ouvir?
Ouvindo-te nada ficaria sabendo.
Se as coisas fossem diferentes, seriam diferentes: eis tudo.
Se as coisas fossem como tu queres, seriam só como tu queres.
Ai de ti e de todos que levam a vida
A querer inventar a máquina de fazer felicidade!